“Trazem as árvores insignificantes /
o maior distúrbio aos ventos; arredam-nos,/
alçam outros armazéns sonoros/
casas de relâmpagos e de cataclismos./
Chega-se. Parte-se. Segreda-se/
de seres indeterminados que movem /
resistência. Pelejam mais./
E quando a sua pele se usa vence/
a moda, mudança de uma árvore para a mundanal/
outra árvore carregada./
Podem aliás irromper quentes florestas./
Abate-se sobre o lenhador a opulência, o triunfo/
do fruto desenvolvido no seu trono/
iluminado por quatro archotes de seiva.
.
Há no mundo inteiro uma, quando muito, rua/
difícil de encontrar. “
- – Luiza Neto Jorge, in “O sítio em vista”, Poesia. Assírio & Alvim, 2001, 2º Edição


