Arquivo mensal: Março 2011

os heróis não gostam de palavras

Os heróis não gostam de palavras, os heróis não gostam de poetas, os poetas gostam de heróis mas só estes não souberem que o são. Os heróis lutam com espadas e não com fábulas mas nunca é a espada que

os heróis não gostam de palavras

Os heróis não gostam de palavras, os heróis não gostam de poetas, os poetas gostam de heróis mas só estes não souberem que o são. Os heróis lutam com espadas e não com fábulas mas nunca é a espada que

“Mel”, os sonhos não se espalham, assim, por aí.

Saí esta tarde da exibição de “Mel”, no Campo Alegre, com a floresta turca ainda a tocar nos ouvidos, quando me apercebi que de o filme de Semih Kaplanoglu não tem banda sonora. O que se ouve? Os sons familiares

“Mel”, os sonhos não se espalham, assim, por aí.

Saí esta tarde da exibição de “Mel”, no Campo Alegre, com a floresta turca ainda a tocar nos ouvidos, quando me apercebi que de o filme de Semih Kaplanoglu não tem banda sonora. O que se ouve? Os sons familiares

Para te falar, agora até uso vírgulas, Maria da Glória.

Uma peça sobre um país que espera a espera, com ais de tricotar e não voltar. Ladainhas de rezar karaté. Nós, na plateia, queremos que o Paizinho volte, num dia de nevoeiro, e que as doze servas deixem de meter

Para te falar, agora até uso vírgulas, Maria da Glória.

Uma peça sobre um país que espera a espera, com ais de tricotar e não voltar. Ladainhas de rezar karaté. Nós, na plateia, queremos que o Paizinho volte, num dia de nevoeiro, e que as doze servas deixem de meter

jazz porta adentro…

A Associação Porta-Jazz é uma associação sem fins lucrativos, gerida por músicos, que se formou recentemente com o intuito de promover o Jazz no Porto.  Boa onda. Boa ideia. Boa música. O Ciclo, que começou no Tribeca, passou no último

jazz porta adentro…

A Associação Porta-Jazz é uma associação sem fins lucrativos, gerida por músicos, que se formou recentemente com o intuito de promover o Jazz no Porto.  Boa onda. Boa ideia. Boa música. O Ciclo, que começou no Tribeca, passou no último

toda a gente sabe…

…que na terra da aurora boreal, o que brilha mais é Brunhilde. Antes uma Brunhilde na mão que duas lanças no ar. E, finalmente, em terra de Brunhilde, quem tem rede de nibelungo é rei. Suponho que agradeçam que me

toda a gente sabe…

…que na terra da aurora boreal, o que brilha mais é Brunhilde. Antes uma Brunhilde na mão que duas lanças no ar. E, finalmente, em terra de Brunhilde, quem tem rede de nibelungo é rei. Suponho que agradeçam que me

toda a gente sabe…

… que a scarlet era bem mais vermelha a preto e branco. E que tudo o que é a preto e branco é Lillian Gish. E Lillian Gish, toda a gente sabe, fundou a América.

toda a gente sabe…

… que a scarlet era bem mais vermelha a preto e branco. E que tudo o que é a preto e branco é Lillian Gish. E Lillian Gish, toda a gente sabe, fundou a América.

toda a gente sabe…

…que nem todos somos do mar, mas todos temos uma praia inicial. E que somos todos gregos. Toda a gente sabe.

toda a gente sabe…

…que nem todos somos do mar, mas todos temos uma praia inicial. E que somos todos gregos. Toda a gente sabe.

toda a gente sabe…

…que quando ela aparece de costas, é porque está à espera de si ou à espera que olhes para ti. Toda a gente sabe. – ilustração daqui.

toda a gente sabe…

…que quando ela aparece de costas, é porque está à espera de si ou à espera que olhes para ti. Toda a gente sabe. – ilustração daqui.

toda a gente sabe…

…que se se abanar uma árvore fora da época, as pessoas perdem as folhas, os pássaros fogem todos e ficamos ainda mais tolos da cabeça. Toda a gente sabe. – ilustração de andy kehoe.

toda a gente sabe…

…que se se abanar uma árvore fora da época, as pessoas perdem as folhas, os pássaros fogem todos e ficamos ainda mais tolos da cabeça. Toda a gente sabe. – ilustração de andy kehoe.

se eu me sentasse no café com o minotauro

podia citar Brecht, Pessoa, Sena, Sophia ou Ana Luísa Amaral. Mas, muito provavelmente, lembrava-me antes da dona Isabel do Caloirinho e o minotauro – o que Dürrenmatt dizia que dançava em frente aos espelhos – e eu mandávamos o país

se eu me sentasse no café com o minotauro

podia citar Brecht, Pessoa, Sena, Sophia ou Ana Luísa Amaral. Mas, muito provavelmente, lembrava-me antes da dona Isabel do Caloirinho e o minotauro – o que Dürrenmatt dizia que dançava em frente aos espelhos – e eu mandávamos o país

ardidos todos os fósforos,

nunca Prévert tinha sido tão bonito como esta manhã.

ardidos todos os fósforos,

nunca Prévert tinha sido tão bonito como esta manhã.