“Cânones”, João Tordo parte a louça

SEDIMENTO DE PALAVRAS

“O argumento fácil é que os cineastas ou escritores “comerciais” fazem os filmes que o público quer ver e ler, enquanto os outros, os “autores”, fazem os filmes e escrevem os livros que apenas uns quantos podem ver ou ler porque são incompreendidos pela maioria – e com isto, regra geral, querem dizer que a maioria é demasiado estúpida para os compreender quando a verdade é que, regra geral, são demasiado estúpidos para se compreender a si próprios. A falácia também é óbvia: se tal fosse verdade, todos os cineastas ou escritores comerciais seriam tão maus como o Dan Brown ou o Jerry Bruckenheimer, e todos os outros seriam tão geniais e esquecidos como Kafka o foi, à sua época. Porém, a verdade é muito mais dura. A verdade é que, por causa dos cansativos cânones que criam estas dicotomias na cultura em Portugal, grande parte do cinema e da literatura chamados “eruditos” são tão maus como as suas versões comerciais, mas disfarçados com lirismo bacoco, ausência de narrativa, e preguiça generalizada.”

– continuar a ler o post no blogue de João Tordo.

Por favor, leiam!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s