A “desnecessidade” da poesia contemporânea

APRESENTAÇÕES DE LIVROS

Acabou pouco depois da meia-noite e, apesar do evidente cansaço, a plateia pedia mais até o Pina, de pé no acelerador, nos levar a todos a viajar nas  suas palavras. Meteu a quinta e foi por ali fora, como quem está tão à vontade com os seus leitores que lhes pode confessar qualquer coisa. Não há muita gente que mereça do seu público tanto carinho. Sou suspeita para dizer isto mas o Manuel António Pina, o que tem “um íman complacente”, merece.

Da escrita falou os perigos da “vigilância matar o abandono” e que, por isso, escreve muitas vezes com as palavras que há e não com as que queria. Depois, acrescenta baixinho: “o que  acaba por ser bom porque, no final das contas, dá uma oportunidade a palavras que, de outra forma, não apareciam.”

Da poesia contemporânea disse: “há muita ‘desnecessidade’. Muito daquilo, sente-se, não precisava de ser escrito. E, quando é assim, é uma pena.”

O resto ficará na memória de quem esteve, na passada Sexta-Feira, no auditório da Escola Soares dos Reis para a apresentação de “Por outras palavras & mais crónicas de jornal”. Com pena que não tenha sido filmado. Dava uma fantástica aula de vida e de literatura.

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